O Que é um Vinho de Guarda?

O Que é um Vinho de Guarda?

Os vinhos bem-nascidos podem se beneficiar no decurso de uma evolução lenta, enquanto outros são concebidos para ser bebidos em sua mais tenra juventude. Conhecer os princípios dessas mutações permite  compreender melhor quando um vinho atingirá seu apogeu para bebe-lo no momento certo, o caso dos vinhos de guarda.

O Nascimento

Para melhor conservação do vinho, foi preciso esperar o desenvolvimento, no decurso dos últimos séculos, de certas técnicas, tais como a fortificação, a sulfatagem (adição de dióxido de enxofre para combater as bactérias) ou o atesto (adição regular do vinho no barril a fim de compensar a evaporação do líquido e evitar que o vinho entre em contato com o ar). Somente com o aparecimento da rolha de cortiça, a partir do fim do séc. XVIII, se consegue conservar o vinho em casa em condições aceitáveis:antes, ele envelhecia nos barris dos negociantes ou nas tavernas.

As novas técnicas também permitiram guardar certos vinhos julgado não bebíveis quando saídos da adega, pois eram muito tânicos, ácidos e concentrados, esperando que eles amaciassem e atingissem seu apogeu – essa etapa onde os diferentes aromas do vinho desabrocham -  e que seus componentes (taninos, acidez, etc.) se equilibrassem. Nascia a noção de vinho de guarda.

O que é um vinho de guarda?

Cada vinho se desenvolve segundo seu ritmo. Numerosos vinhos brancos são bebidos precocemente: eles atingem rapidamente seu apogeu e decaem depressa. Outros vinhos, como os Grand cru de Bordeaux, da Borgonha ou do Vale do Rhône, levam muito mais tempo para atingir seu apogeu, permanecem nele muito tempo e declinam suavemente. São os vinhos de guarda.

As cepas aptas a envelhecer

A natureza da cepa pode conferir mais ou menos longevidade ao vinho. Assim, a Cabernet-Sauvignon, austera e estável, bem como a Merlot, sedosa e potente (do vinho bordelês) ou Pinot Noir, firme e rica (da Borgonha) darão vinhos muito mais concentrados dos que os vinhos leves e frutados provenientes da Gamay. Para os tintos é preciso acrescentar: Cabernet Franc, Grenache, Mouvèdre, Syrah, Tannat, Petit Verdot, Carignan, Tempranillo espanhol, Nebbiolo e Sangiovese da Itália. Para os brancos, são: Gewurtztraminer, Riesling, Roussane, Chardonnay, Grenache Blanc, Chenin, Sémillon e Muscadelle; as quatro últimas são dotadas de um potencial de envelhecimento excepcional quando vinificadas em licorosos.

 

O potencial de um vinho de guarda se deve igualmente a sua elaboração. Para os vinhos tintos, o vinificador deve cuidar para obter uma boa extração dos taninos por maceração a fim de dar ao vinho uma estrutura necessária para envelhecer. O amadurecimento em barrica nova também tem parte importante no potencial de guarda. Os vinhos brancos devem dispor de um bom nível de acidez. Para aqueles não vindo de uma cepa de forte acidez, o amadureciumento em barril (de um Chardonnay, por exemplo) também favorece o potencial de guarda.

Convertendo todas essas características para um excelente vinho, a Carpe Vinum sempre busca os mais renomados lugares. Destacamos o italianíssimo Folonari Brunello Di Montalcino Toscana, um vinho feito com a cepa Sangiovese que propicia ao vinho a estrutura de taninos perfeita, graças ao envelhecimento de 4 anos e 24 meses em barril esloveno. Este vinho tem um potencial de guarda de 30 anos! Vale a pena experiementar todo esse trabalho e dedicação ao vinho, conferindo essa maravilha na nossa loja!
Até mais!