Vinificação dos Vinhos Efervescentes

Vinificação dos Vinhos Efervescentes

 

Toda fermentação produz gás carbônico, cujas bolhas sobem ao ar livre. Aprisionado em uma garrafa espessa, esse gás provoca a efervescência do vinho. A Carpe Vinum mostra como os champanhes e a maior parte dos vinhos espumantes são obtidos segundo esse princípio. Adquira mais conhecimento com este e outros artigos recomendados. Boa leitura!

Método Ancestral

Historicamente, os primeiros vinhos espumantes foram obtidos pelo método ancestral, também chamado rústico. Esse método consiste me colocar o vinho em garrafas, no decurso da fermentação, antes que a totalidade do açúcar seja transformada em álcool. O método é delicado, e acontece de garrafas explodirem sob a pressão do gás após terem sido fechadas. Após um ano na adega, os depósitos são eliminados ou deixados no lugar. Os vinhos elaborados desse modo são todos AOC (Appellation d'origine contrôlée)

Método Champanhês

Mais tardiamente, os champanheses desenvolveram esse método, chamado, aliás, de método tradicional. Mais seguro que o anterior, consiste em deixar fermentar o mosto na cuba para obter um primeiro vinho tranquilo, com teor alcoólico entre 9% e 9,5%vol., depois suscitar uma segunda fermentação, em garrafas fechadas, acrescentando ao vinho açúcar e leveduras. Essa técnica é, atualmente, utilizada em numerosas regiões como Vale do Loire, Borgonha, Bordeaux, etc. No mundo, entre os espumantes mais conhecidos, o Cava espanhol, o Sekt alemão, o Prosecco italiano ou certos sparkling wines californianos e australianos são elaborados dessa mesma maneira.

A segunda fermentação

Uma vez combinado o vinho, acrescenta-se o “licor de tiragem”, mistura de açúcar e leveduras, depois engarrafa-se tudo em espessas garrafas de vinhos, fechadas por cápsulas metálicas. Os frascos são guardados horizontalmente, no local mais escuro e mais fresco das adegas. A segunda fermentação dá a partida, acarretando a produção de gás carbônico: é a tomada de espuma. Dura cerca de um mês.

Método Charmat

Outros vinhos efervescentes são produzidos segundo métodos diferentes. No método Charmat, a segunda fermentação, após a adição de leveduras tais como o licor de tiragem, não ocorre na garrafa, mas em cuba fechada. Depois o vinho é resfriado filtrado e transvasado sob pressão para uma segunda cuba, adocicado com o licor de expedição e engarrafado. Esses vinhos não tem complexidade. Quanto a gaseificação, é um método primitivo pelo qual se injeta gás carbônico no vinho, antes do engarrafamento. Os espumantes obtidos dessa maneira não tem direito a nenhuma denominação.

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