Vinificação dos Vinhos Branco e Rosé

Vinificação dos Vinhos Branco e Rosé

Como os vinhos se tornam tintos, brancos e rosés? Diferentes vinificações resultam em diferentes vinhos. A vinificação em branco apesar de suas numerosas variantes, sempre repousa sobre a fermentação exclusiva do suco de uva. A vinificação em rosé segue o mesmo princípio, ainda que às vezes seja necessário colorir o suco com antecedência, colocando-o em contato com as cascas. A Carpe Vinum apresenta o processo que dá cor e sabor aos nossos vinhos. Boa leitura!

Quais uvas para quais vinhos?

O tipo de vinificação (em branco, rosé ou tinto) é determinado por dois fatores: a constituição da uva - presença ou ausência de matéria colorante, e a duração da maceração - contato entre o mosto e as matérias sólidas do cacho, como a casca.

Uvas brancas: Quando as uvas são brancas, com polpa e película incolores, sempre se aplica a elas a vinificação em branco. Nesse caso, é importante que somente o mosto, isento das partes sólidas do cacho seja levado a fermentar, sem que haja nenhuma maceração.

Uvas tintas de polpa incolor: Quando as uvas são tintas, com casca colorida e a polpa incolor, é possível efetuar uma vinificação em branco, em rosé ou tinto. Na ausência de contato com as cascas, obtém-se vinho branco. Se esse for curto, será um vinho rosé; se longo, um vinho tinto.

Uvas tintas de polpa colorida: Quando as uvas são tintas, com polpa e a casca coloridas, só se pode obter com elas um vinho tinto, quer haja maceração ou não. Essas uvas, chamadas “tintureiras”, raramente são utilizadas sozinhas, mas podem servir para acentuar a intensidade colorante do vinho. São utilizadas somente para os vinhos de mesa e atualmente são extirpadas por exigência da União Europeia.

Vinificação em branco

Na maior parto dos casos, a vinificação em branco não comporta nenhuma maceração. Entretanto, ocorre do o vinificador procurar preservar aromas presentes nas cascas das uvas, sobretudo nas cepas Sémillon, Sauvignon, Muscat, Riesling e, às vezes, Chardonnay. Com esse fim, ele efetua então, antes da prensagem, uma breve maceração peculiar a frio: as uvas, previamente desengaçadas e esmagadas, permanecem durante algumas horas numa cuba. Mas essa técnica pode escurecer a cor do vinho depois dele passar alguns anos engarrafados.

Vinificação em rosé

Há três métodos para produzir os vinhos rosés:

Prensagem: Certos rosés elaborados a partir de uvas muito ricas em matéria colorante e suficientemente maduras podem ser obtidos por prensagem direta da vindima. Em seguida, submetido às técnicas de vinificação em branco. Uma leve maceração, antes da prensagem, é necessária para dar ao vinho uma cor pura.

Sangria: Consiste em tirar de uma cuba destinada à vinificação em tinto certa proporção de sumo depois de somente algumas horas de maceração. O mosto retirado, ou sangrado que ainda não começou a fermentar, é vinificado segundo o princípio da vinificação em branco.

Corte:  Autorizado somente na região de Champagne, consiste em acrescentar ao vinho branco, antes da segunda fermentação, uma porcentagem de vinho tinto da Champangne. Cerca dos 95% dos champanhes rosés são elaborados dessa maneira.

A complexidade na elaboração desses vinhos mostra que são igualmente merecedores do prestígio que muitos vinhos tintos possuem. Para conhecer alguns brancos e rosés do mundo sugerimos o Monte Alentejano Branco 2010 e KE Rosado 2012. Confira os rótulos na nossa loja e conheça ainda mais sobre o mundo dos vinhos no nosso blog!