Vinhos Biodinâmicos - A Natureza rege as Vinhas

Vinhos Biodinâmicos - A Natureza rege as Vinhas

 

Em 1924, Rudolph Steiner, filósofo e cientista austríaco, apresentou as direções da biodinâmica, que estuda o elo unindo o homem, as plantas, a Terra e o cosmos. Considerada um ramo da agricultura, biológica, essa disciplina vai muito além do fato de excluir o emprego de produtos químicos de síntese. A biodinâmica utiliza produtos fundamentais à base de silício ou de estrume de vaca. Vamos acompanhar esse processo tão importante, presente em respeitadas vinícolas no mundo todo.

O princípio da homeopatia

Todas essas preparações são diluídas em água, segundo o princípio da homeopatia, depois “dinamizadas” por braçadas para misturar muito precisas, por um tempo determinado. Em seguida, a solução dinamizada é dispersa em gotas sobre o solo, para o esterco e os compostos, ou sobre folhas, par o silício. Plantas também são utilizadas – urtiga, valeriana, cavalinha ou tuia – para evitar doenças.

 

O calendário

A prática da biodinâmica exige o conhecimento diário da posição dos astros e das constelações. Seus adeptos consideram que o crescimento das plantas depende das influências cósmicas que agem segundo certo ritmo, diretamente ligados às posições da Lua e Sol em relação às constelações do zodíaco. Assim segundo os dias, a planta favorece suas raízes, suas folhas, suas flores e seus frutos. Os trabalhos e tratamentos efetuados nas vinhas são regidos pelo calendário. Desse modo, é preferível plantar durante “dias de raízes” ou “dias de frutos”. Para melhorar a qualidade das uvas, intervém-se na cultura e nos tratamentos em “dias de frutos”.

Apenas uma tentativa?

Mesmo parecendo uma tentativa estranha para os mais racionais, Steiner, entretanto, pediu para não ser acreditado, mas que experimentassem sua teoria. Hoje esse método tem se mostrado eficaz. Embora não saibamos se isso ocorre devido à quantidade de cuidados prodigados por vinhateiros ou às preparações específicas, os produtores que utilizam a biodinâmica estão convencidos da eficácia do método. Ainda que alguns sejam praticantes não crentes, o resultado está lá.

Preparações que captam energia

Chifre de estrume

Um chifre de vaca, cheio de estrume, é enterrado no solo, do equinócio de outono até a primavera, a fim de ser levado quase ao estado de húmus. Sua principal ação é fazer descerem as raízes da vinha mais profundamente  no solo, de onde haverá melhor resistência, sobretudo em caso de seca.

Chifre de silício

Constutuído de quartzo finamente triturado, adicionado a um pouco de água, o silício é colocado num chifre de vaca, enterrado no início do verão até o Natal e, em seguida, exposto às forças vivas do sol. Estimula a ação das forças de frutificação.

Compostos de estrume

Essencialmente estrume de vaca, silício, calcário e diversas preparações à base de plantas (camomila, urtiga, casca de carvalho, dente-de-leão). Muito ricos em bactérias, esses compostos reforçam o processo de decomposição da matéria orgânica e permitem reestruturar terras arruinadas.

Representando esse universo biodinâmico, a Carpe Vinum desvenda o Tandem 2010, um marroquino tão exótico quanto o processo idealizado por Steiner, surpreende pelo sabor encorpado e bem estruturado com taninos bem elegantes! Passe na loja e veja nossas ofertas! Até a próxima!