Vinhos Sul-africanos

Vinhos Sul-africanos

A produção vitícola da África do Sul é, de longe, a mais importante de toda a África. Seu sucesso nos mercados mundiais se explica pela boa relação qualidade-preço dos vinhos. Após longo isolamento político e econômico, a África do Sul precisou dar prova de real dinamismo para colocar seus vinhos no tabuleiro mundial.

História

Em 1652 a Companhia das Índias Ocidentais instalou um posto de apoio no cabo da Boa Esperança. A partir de 1659 começou-se a produzir vinho na região, a partir de uvas locais. Em 1688, Huguenotes franceses católicos, fugindo da perseguição religiosa, se estabeleceram no Cabo, contribuindo para o desenvolvimento de sua vinicultura. A região de Franshoek foi seu núcleo de situação. Durante o século 18, os vinhos de Constantia adquiriram reputação internacional, comercializados pela Companhia em leilões na Holanda e rivalizando com os saborosos vinhos europeus. 

Em 1970 novas diretrizes de qualidade resultaram na conversão de vinhedos e no desenvolvimento das regiões costeiras (Coastal) mais frescas e na utilização de variedades mais nobres. Daí em diante novas tecnologias de vinhedos e caves passaram a produzir vinhos cada vez mais qualificados e de classe internacional.

Hoje, uma entusiasmada legião de jovens vinicultores desenvolvem sua herança, tirando vantagem de seu terroir único para produzir vinhos vencedores em competições internacionais e exportando-os para mais de 80 países.

Superfície: 102.000ha

A África do Sul se situa na ponta meridional do continente africano, com características de clima quente e seco. Nas regiões costeiras, o ambiente se transforma pelas influências oceânicas. Assim, é essencialmente nesse perímetro costeiro que se situam os 102.000ha vinhas do país e é raro  encontrar um vinhedo a mais de 100km do mar. A irrigação torna-se indispensável em inúmeros locais, pelo fato da irregular quantidade de chuvas nas regiões.

Classificação

A classificação oficial de regiões da África do Sul se baseia em 3 níveis de hierarquia: Região, Distrito e Wards. Os Wards são pequenos núcleos de vinícolas, podendo estar dentro de um Distrito ou não. Dessa forma, alguns Distritos possuem Wards, outros não. Alguns Wards não se encontram dentro de nenhum Distrito classificado, existindo isolados no contexto da região ou mesmo do país. Mas essa classificação vem sendo vem sendo alterada e atualizada

Produção: 10.261.000hl

Como outros países do Novo Mundo, a África do Sul soube adaptar seus vinhos às necessidades, dos mercados. Antigamente, a produção era dominada pelo vinho branco, do qual uma parte importante era destinada à destilação. Há mais de duas décadas o vinho tinto ganhou terreno com a vinda de cepas carbernet-sauvignon, cinsaut e pinotage. Atualmente, a syrah (chamada no país como shiraz), a pinot noir e a cabernet franc estão em sensível progresso.

Tintos: 44%

Os melhores tintos sul-africanos são extraídos da privilegiada região de Stellenbosch, mesmo que ainda só produza 8% dos vinhos do país. Sobre os solos de granito rodeado por flancos montanhosos, cria-se o ambiente ideal para surgirem as principais marcas vitícolas sul-africanas, tornando os tintos carnudos e finos.

Brancos: 56%

O grande destaque dos vinhos brancos é atribuído ao cultivo da Sauvignon Blanc, na localidade de Constantia. Embora seu tamanho seja reduzido, pois só abriga sete propriedades vitícolas, ela merece amplamente seu lugar, pois ali foram estabelecidas as primeiras plantações do país. Os vinhos oriundos dessa localidade possuem um estilo marcado e são impregnados de frescor. Alguns tintos de região de Constantia também merecem destaque, como a produção da Cabernet Sauvgnon e da Merlot.

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